Defesa Civil emite alerta para chuvas torrenciais, ventos fortes e raios e pede que população se prepare para possíveis transtornos em todas as cidades da região
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| Céu ficará carregado sobre a orla do litoral paulista que antecederá a chegada da frente fria que pode provocar temporais e alagamentos nos próximos dias. Foto: Gerada por IA. |
Uma nova frente fria que avança do Sul do país em direção ao Estado de São Paulo coloca novamente o litoral paulista em estado de atenção. A partir da tarde deste domingo, a Baixada Santista e demais municípios litorâneos podem enfrentar temporais severos, com grande volume de chuva em curto espaço de tempo, risco de alagamentos e outros transtornos urbanos. O alerta é da Defesa Civil, que se baseia em dados do The Weather Channel e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com as projeções meteorológicas, o cenário de instabilidade deve se prolongar até, ao menos, a tarde da próxima terça-feira (25). Nesse intervalo, não há um horário exato para a ocorrência dos eventos mais intensos. A frente fria deve provocar um “corredor” de instabilidades, com episódios sucessivos de chuva forte intercalados por momentos de garoa ou até breves períodos de estiagem, o que torna o acompanhamento em tempo real ainda mais importante.
A tendência é que as pancadas mais fortes comecem já neste domingo, depois das 19h. Em alguns momentos, a chuva pode vir acompanhada de rajadas de vento e descargas elétricas, elevando o risco para quem estiver na rua, na praia ou em áreas abertas. As temperaturas ficam mais amenas: as máximas não devem ultrapassar os 23 ºC, com mínima em torno dos 18 ºC, o que reforça a característica de frente fria bem definida sobre a região.
O alerta da Defesa Civil não se resume ao guarda-chuva: o órgão pede que a população se prepare de forma prática para enfrentar o período de temporais. Isso inclui evitar deslocamentos desnecessários em horários de chuva intensa, não tentar atravessar ruas ou avenidas alagadas – nem a pé, nem de carro – e redobrar a atenção em áreas historicamente atingidas por enxurradas, deslizamentos e enchentes.
Do ponto de vista estrutural, o novo episódio de instabilidade expõe novamente a vulnerabilidade de muitas cidades litorâneas, que sofrem com drenagem deficiente, ocupação desordenada e falta de manutenção em bocas de lobo, galerias e canais. A cada alerta, renova-se o discurso de “prevenção”, mas pouco se avança em soluções permanentes que reduzam o impacto das chuvas intensas sobre bairros mais pobres e regiões periféricas, onde o poder público costuma chegar por último.
Cabe às prefeituras, além de repassar comunicados, garantir equipes em regime de prontidão, abrigos temporários para famílias que precisem deixar suas casas e canais de informação claros, acessíveis e atualizados. A rotina de avisos sem ações estruturantes transforma o que deveria ser um fenômeno climático esperado em crise recorrente, sempre com risco de prejuízos materiais e, nos casos mais graves, de vidas perdidas.
Em caso de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199 e seguir todas as instruções dos órgãos oficiais. A recomendação central é clara: nenhuma tentativa de “enfrentar” a chuva vale mais do que a preservação da própria vida e da vida das pessoas que você ama.


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