Abordagem que terminou em morte de homem desarmado teve manipulação de provas e levou agentes do Baep ao Presídio Militar Romão Gomes
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| Câmera de rua registrou o desembarque dos policiais da viatura no dia do crime. Foto: Reprodução/Câmera de segurança. |
A manhã desta quarta-feira (3) marcou um desfecho contundente para três integrantes da Polícia Militar de São Paulo. O subtenente Marcelo Mendes da Silva e os cabos Rodrigo Silva Olivares e Geraldo Gomes Real, todos do 5º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep), foram presos preventivamente por ordem da 1ª Vara Criminal de Itapevi. A acusação: a execução de um homem desarmado durante uma abordagem realizada em 8 de outubro, na região metropolitana da capital.
Encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte de São Paulo, os agentes agora enfrentam o peso das imagens registradas pelas próprias câmeras corporais. O material mostra a ação que terminou em morte e, segundo a Corregedoria da PM, evidencia ainda a manipulação do corpo da vítima e de uma arma de fogo no local, numa tentativa de encobrir o crime.
A Secretaria da Segurança Pública divulgou nota oficial afirmando que a corporação não tolera desvios de conduta e que atua com rigor em casos dessa natureza. A prisão preventiva, solicitada pela Corregedoria e acatada pela Justiça, reforça a gravidade da acusação e expõe, mais uma vez, a tensão entre a promessa de proteção e os episódios de violência que abalam a confiança da população.
Na Baixada Santista, onde a presença policial é constante e a memória de casos semelhantes ainda ecoa, o episódio em Itapevi ressoa como alerta. A narrativa de segurança pública se vê confrontada pela realidade das imagens: quando a câmera mostra o que não deveria acontecer, a Justiça é chamada a agir.


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